Finanças Pessoais – Planejando e Controlando para não ser surpreendido
18 de setembro de 2011 por admin em Economia, Finanças
Finanças Pessoais – Planejando e Controlando para não ser surpreendido

Ultimamente em nosso cotidiano nos deparamos com diversas atividades que ocupam grande parte do tempo, ficando assim, difícil controlar de uma forma efetiva os recursos financeiros. Além disso, saber se antever e prevenir diante dos gastos, atualmente tem sido de extrema importância para o controle financeiro pessoal.
Procurar gastar menos do que ganha, para muitas pessoas é uma forma planejamento, mas na verdade o mesmo abrange outros aspectos relevantes, como a definição de uma meta. Para isso, saber aonde se quer chegar é um fator de grande importância para se conseguir esse controle de forma mais efetiva, principalmente para que se entenda quais são seus objetivos, sendo esses alinhados aos resultados que se pretende alcançar. Ou seja, o processo consiste em transformar suas necessidades em metas de curto ou longo prazo.
A partir de então o uso de uma ferramenta que retrate os gastos previstos para o período, além de evidenciar as entradas e saídas de recursos, pode ser considerada uma importante maneira de controlar a realidade financeira. Ultimamente, para que os controles sejam realizados da melhor maneira possível, são utilizadas planilhas ou até mesmo softwares on-line com serviços gratuitos. Vale ressaltar que apenas o uso dessas ferramentas não traz resultados positivos, a educação financeira também auxilia nessa parte, sendo uma importante maneira de conhecer e principalmente saber como administrar sua renda, investimentos, despesas e as dívidas.
Atualmente com o auxílio da tecnologia, existem diferentes maneiras de se conhecer conceitos e formas de lhe dar com os recursos financeiros, ficando a critério da pessoa, de como lhe dar com esse processo, que cada vez mais vem se tornando uma prática entre as pessoas.
Flávio Salzer
Departamento de Finanças
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Empreendedorismo no Brasil
29 de abril de 2011 por CAMPE Consultoria Jr. em Economia, Empreendedorismo
O empreendedorismo é basilar para o desenvolvimento sócio econômico de um país, dado que é fundamental para a concepção de oportunidades de trabalho e é considerado um catalisador e um incubador do progresso tecnológico e de inovações de produto, serviços e de mercado (MUELLER & THOMAS, 2000 JACK & ANDERSON, 1999).
Os empresários brasileiros vem mudando seu comportamento na última década. Atualmente, os pequenos e micro empresários buscam conhecimento para iniciar e gerenciar seus negócios. Esta é uma característica positiva, uma vez que quanto mais informação, mais chances as empresas têm de continuidade e de atingirem seus objetivos sendo mais competitivas.
O Sebrae divulgou recentemente o resultado da “Pesquisa Global Enterpreneuship Monitor”, a GEM. Tal pesquisa é realizada anualmente e mede a evolução do empreendedorismo no Brasil e em outros países, permitindo a identificação de fatores críticos que contribuem ou inibem a iniciativa empreendedora. Pelo 11° ano consecutivo o Brasil participa desta pesquisa que é o maior estudo contínuo sobre a dinâmica empreendedora no mundo. De acordo com esta, o Brasil registrou em 2010 a maior taxa de empreendedorismo entre os países do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo). O país teve seu melhor resultado em 11 anos, alcançando Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA, que inclui negócios recém-criados ou já funcionando há menos de três anos e meio) de 17,5% da população adulta – índice superior ao obtido por China (14,4%), Argentina (14,2%), Austrália (7,8%) e Estados Unidos (7,6%) . Outra característica verificada na GEM 2010 foi que a faixa etária que obteve a mais alta taxa é aquela que vai dos 25 aos 34 anos com 22,2%. A Pesquisa revela que iniciar um investimento aqui demandava um investimento relativamente baixo: 18% disseram ter gastado menos de R$ 2 mil para começar o negócio, enquanto para 23,1% o investimento inicial ficou entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. A maioria usou recursos próprios (36%) ou pediu ajuda à família (70,5%). A razão, que o acesso ao crédito bancário aqui, além de difícil devido às exigências, é muito caro. Quando se analisa a percepção dos especialistas quanto às condições para empreender no Brasil, nota-se predominância de condições desfavoráveis para o empreendedorismo. Das 16 condições para empreender, consideradas na pesquisa, tão somente 5 são favoráveis em 2010 e a maioria (11) são desfavoráveis. Estes especialistas apontam para as questões mais críticas e que mais limitam o empreendedorismo no Brasil, sendo estas questões, educação e capacitação, políticas governamentais, apoio financeiro e programas governamentais. O Brasil não apenas apresenta condições desfavoráveis sobre vários aspectos, mas notadamente no que tange a serviços governamentais e institucionais, como também está em desvantagem quando comparado com as condições oferecidas pelos demais países. A partir de tais analises podemos perceber a necessidade de se pensar em ações que de fato permitam que o potencial empreendedor do país seja plenamente aproveitado.
Gabriela Solano
Departamento de Gestão de Pessoas
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Filantropia x Responsabilidade Social Empresarial
29 de abril de 2011 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Economia, Responsabilidade Social
É de conhecimento de todos que as organizações são criadas para atenderem a comunidade em que estão inseridas e, que, só existem de fato, porque possui a quem oferecer seus produtos, sejam eles bens ou serviços. Devido a esse fato, pode-se dizer que a competência percebida por seus clientes está intimamente ligada a capacidade de atender de maneira satisfatória as necessidades, os desejos e as expectativas dos mesmos, tornando-se não apenas uma questão de ser excelente no que faz ou não, mas sim uma questão de sobrevivência no mercado.
A competência comentada é avaliada pelo ambiente-sociedade, sob os critérios de eficácia (que diz respeito à suficiência e à oportunidade dos bens e serviços ofertados), de eficiência (economia de recursos, melhor qualidade de bens e serviços produzidos e menores custos) e de efetividade (aderência dos bens e serviços produzidos àquelas necessidades e expectativas do ambiente).
As organizações em seus processos produtivos ou até mesmo em seu relacionamento com clientes e concorrentes praticam atitudes que são passíveis de julgamentos, como a produção de resíduos, desatenção a clientes e até mesmo comportamentos anti-éticos premidas pela busca de uma melhor colocação no mercado. É aí que o comportamento socialmente responsável torna-se importante na cultura das organizações, estas como dito anteriormente, passíveis de julgamentos da sociedade que podem alavancar positivamente ou negativamente sua imagem.
Algumas organizações encaram a Responsabilidade Social Empresarial, equivocadamente, como filantropia e não como uma forma de gestão empresarial. A primeira se baseia em ações assistencialistas de cunho imediato e que favorece apenas uma parcela da sociedade (aquela atendida no momento das ações). Já a segunda está pautada em uma postura mais abrangente, de caráter contínuo e educacional baseada no convencimento de como deve ser as relações da organização com os seus diversos públicos. Geralmente a Responsabilidade Social Empresarial quando encarada de maneira ampla está alinhada a estratégia da empresa e é gerenciada.
Assim, a Responsabilidade Social Corporativa se torna uma tendência irreversível e mundial, bem mais vasta e com muito maiores conseqüências que as simples ações assistenciais. A Filantropia Corporativa tem seus méritos, porém tem resultados limitados, porque não interage com as estratégias das empresas. Além disso, tende a gerar dependência, o que reduz a qualidade da contribuição social das ações adotadas.
Diego Theodoro
Departamento de Gestão de Pessoas
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Diferentes pontos de vista econômicos com a tragédia Japonesa
18 de março de 2011 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Economia, Finanças
Ultimamente estamos nos deparando com os noticiários que trazem diariamente notícias sobre a tragédia natural ocorrida no Japão, e que provocou grandes danos à população e à infraestrutura do país. Além dos impactos físicos ocorridos, a catástrofe certamente trará impactos consideráveis em grande parte para a economia mundial, principalmente no que se refere ao ritmo das exportações e importações do país.
A população brasileira poderá sentir o impacto dessa tragédia através das importações que realiza, sofrendo com a inflação que provavelmente atingirá o setor alimentício. Essa mudança poderá ser explicada primeiramente pelas paralisações da produção seguida da falta de energia que atinge o país. O abastecimento global dos produtos eletrônicos feito pelo Japão, que em 2010 correspondeu a 13,9% da receita na produção destes equipamentos, será outro setor da economia japonesa que sofrerá uma queda. Tal fato tenderá a ocorrer principalmente pela interrupção da cadeia de abastecimento de matérias-primas tendo dificuldade por parte dos fornecedores para sua obtenção. Os impactos nesses dois setores se devem principalmente pela redução nos lucros empresariais, que obrigatoriamente fará com que as empresas realizem uma recomposição no preço de seus produtos, sendo uma forma de recuperar seus prejuízos.
Por outro lado as exportações brasileiras para o país poderão ter um aumento nas indústrias de cimento, minério e alimentos. Em uma reportagem para o site G1, o ministro do trabalho, Carlos Lupi disse: “O Brasil vai acabar, apesar de não desejarmos tragédia para ninguém, até ganhando. Acho que vai ter mais encomenda do que desistência”. Segundo o ministro, o aumento nas exportações brasileiras tem uma ligação direta com o episódio ocorrido no país japonês.
Vale ressaltar que todos esses impactos citados, assim como outros que poderão ocorrer no relacionamento econômico entre Brasil e Japão tendem a não ser muito preocupantes, já que a relação existente entre os países não é das mais fortes, e as importações de produtos japoneses vem cada vez mais sendo substituídas pelos produtos chineses.
Flávio Salzer
Departamento de Finanças
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A desvalorização do Dólar e a Guerra Cambial
27 de outubro de 2010 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Economia, Finanças
Nesta quarta-feira, o Dólar voltou a cair, fechando o dia com o valor de R$ 1,67. Apesar dos esforços do Ministério da Fazenda e do Banco Central para conter a desvalorização da moeda americana, que vem se desvalorizando frente a moedas de todo o mundo. Diversos países tomam medidas domésticas para conter a valorização da sua moeda, criando uma chamada Guerra Cambial. A perda de força do Dólar prejudica as exportações de países como o Brasil e a China.
O Brasil é cada vez mais atrativo para investidores estrangeiros. A alta taxa de juros do país permite que eles tomem dinheiro emprestado e apliquem aqui, lucrando com a diferença entre as taxas, o que é chamado de “Carry Trade”. O país, portanto, está tomando medidas para suavizar a diferenças entre os juros brasileiro e externo. Entre elas, o aumento do IOF sobre a entrada de capital estrangeiro para a renda fixa, que voltou a subir nesta semana, para 6%.
Na Guerra Cambial, a China toma atitudes que chamam a atenção dos especialistas, que a consideram a grande vilã desta batalha. O país mantém sua moeda desvalorizada através de uma política agressiva de acumulação de reservas: os inventores da pólvora possuem cerca de 2,65 trilhões de dólares armazenados. Wen Jibao, Primeiro Ministro do país acredita que a desvalorização da moeda chinesa causaria um desastre econômico com proporções internacionais.
A desvalorização do dólar é causada pelo fraco desempenho da economia americana, devido à crise. A produção industrial e o nível de desemprego ainda não voltaram à normalidade. Com isso, os EUA emitem maior quantidade de moeda, numa tentativa de aquecer a economia, o que aumenta a oferta e, consequentemente, reduz o preço. Nesse cenário, os países emergentes são o destino do excedente de moeda produzida nos EUA.
Segundo especialistas o fortalecimento do Real frente ao Dólar não parece parar por aí. As medidas do BC são paliativas, não tendo efeito de longo prazo na contenção da entrada de Dólares no país. A novela da Guerra Cambial está só no começo, e episódios cada vez mais elaborados nos aguardam. Eu não perderia…
Gustavo Valverde
Diretor de Finanças
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