Comércio na era digital
25 de fevereiro de 2011 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Globalização, TECNOLOGIA
Alinhar estratégias de venda com a praticidade de adquirir produtos, bens ou serviços pela internet iniciou-se na década de 70, e se tornou mais popular no final do ano 2000.
As vantagens do Comércio Eletrônico, ou e-commerce, vem atraindo grandes e pequenas empresas para este empreendimento. A disponibilidade de realizar uma compra 24 horas por dia, pesquisar melhores preços com um maior número de concorrentes, antecipar tendências, ter agilidade e segurança nas formas de pagamento, fizeram com que as vendas por esse tipo de comércio atingissem o faturamento de 10,6 bilhões de reais em 2009, um aumento de 363% desde 2001.
Só no ano de 2009, mais de 21 milhões de pessoas acessaram uma loja on-line no Brasil. Porém, dessas, apenas 12 milhões efetuaram a compra. Isso porque o e-commerce ainda é utilizado para pesquisar preços, fazendo com que as pessoas realizem comparações entre os produtos desejados e os comprem em lojas físicas. A insegurança nas formas de pagamento também é um obstáculo para esses consumidores, o Brasil é, de acordo com um estudo feito pela Unisys, o segundo país mais preocupado com transações financeiras on-line.
Umas das formas de Comércio Eletrônico que estão se tronando mais populares no Brasil, são os site de compras coletivas. Nos últimos meses, cerca de 20 empresas apostaram no segmento que deve movimentar até R$ 50 milhões em 2011. Com um modelo de negócio simples, essas empresas atraem os consumidores através de parcerias, principalmente de gastronomia, entretenimento e beleza, que disponibilizam ofertas diárias com promoções que podem variar de 50% a 90%. Além dos descontos, essas empresas disponibilizam para o cliente formas de pagamento ajustadas as mais variadas classes sociais através da terceirização da área financeira.
O e-commerce é uma tendência mundial que visa facilitar a compra e conquistar os consumidores digitais, tirando o internauta da frente do computador e levando-o para o ponto de venda, gerenciando um estreito relacionamento com o cliente, marketing ativo, privacidade, segurança e conforto.
Tainá Miranda
Departamento de Marketing
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Relações comerciais entre União Européia e Brasil
24 de novembro de 2010 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Globalização
Em um mundo globalizado, onde os países estão cada vez mais dependendo uns dos outros e dos mercados internacionais, manter bons relacionamentos e realizar acordos comerciais com outras nações ou blocos econômicos (como a união européia, Mercosul, dentre outros) é algo muito interessante e necessário para a realização de negociações e melhora da balança comercial dos países. Dito isto, o presente trabalho, tem por objetivo expor um pouco da situação das relações comerciais entre Brasil e União Européia e os objetivos dos mesmos.
O Brasil nos últimos anos vem passando por um grande momento de prosperidade e estabilidade econômica, tendo se tornado uma das grandes potências emergentes do mundo. Grande parte dessa estabilidade ocorre devido a melhora da balança comercial brasileira, oriunda do grande aumento que as exportações do país tiveram. Para se ter uma idéia, durante o governo do presidente Lula as exportações tiveram um avanço de 153% (mesmo considerando o período de crise mundial), subindo de R$ 62 bilhões de reais em 1998 para 153 bilhões de reais em 2009 segundo dados do IBGE.
Já a União Européia vem adotando uma nova política de acordos comerciais, visando aumentar a competitividade de suas empresas em diversos mercados, ligando a mesma aos principais mercados emergentes no mundo e gerando assim mais receita e empregos dentro do bloco econômico. Para isso, vem tentando acordos que visam redução de obstáculos comerciais, conseguindo assim essa maior competitividade das empresas. Para isso a UE vem abrindo seu mercado, mesmo que alguns países não possam oferecer condições semelhantes, representando hoje cerca de 20% de todas as exportações e importações ocorridas no mundo.
Dentre esses mercados visados pela União, encontra-se o Mercosul. Um acordo entre as duas partes já foi tentado no ano de 1999, quando se queria formar uma área bi-regional de livre comercio entre as duas partes, mas as negociações foram paralisadas em 2004, uma vez que não se chegava a um acordo, principalmente no que se relacionava com o subsídio de produtos agrícolas, que o Mercosul insistia que fosse reduzido o subsídio dado a produtores do bloco.
Desde então o Brasil (principal economia do Mercosul) vem aumentando muito suas relações comerciais com a China, talvez o maior mercado consumidor do mundo, freiando ainda mais, qualquer intenção de negociar com a UE.
Mas essa situação pode vir a mudar, já que desde 2007 o Brasil, se tornou parceiro estratégico da União Européia, já sinalizando assim uma possível reaproximação comercial. Só que passados esses anos ainda não houve nada de concreto no que tange a algum acordo, e ainda os mesmos problemas existentes na outra negociação reapaceram na Rodada Doha denegociações da OMC que visava diminuir os entraves comerciais entre os paises em todo o mundo, onde a questão dos subsídios agrícolas persistiu, tendo Brasil e India (maiores potências emergentes do mundo) tendo largado as negociações, por motivos de eleições.
Ainda assim, existe a esperança de que Brasil (através ou não do Mercosul) e a União Europeia entrem em um acordo benéfico para ambos, já que para União Européia, comercializar com potências emergentes é muito interessante, principalmente no momento, onde alguns países do bloco estão em crise e para o Brasil também, pois o fracasso da Alca e da Rodada Doha, também diminuiu o número de possíveis mercados externos para o país.
Vinicius Furtado Barbosa
Ex-membro da CAMPE
Bibliografia:
http://europa.eu/pol/comm/index_pt.htm
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100923_brasil_europa_comercio2_dg.shtml
http://www.nuso.org/upload/portugues/2008/Calcagnotto.pdf
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