Finanças Pessoais – Planejando e Controlando para não ser surpreendido

18 de setembro de 2011 por admin em Economia, Finanças

Finanças Pessoais – Planejando e Controlando para não ser surpreendido

        Ultimamente em nosso cotidiano nos deparamos com diversas atividades que ocupam grande parte do tempo, ficando assim, difícil controlar de uma forma efetiva os recursos financeiros. Além disso, saber se antever e prevenir diante dos gastos, atualmente tem sido de extrema importância para o controle financeiro pessoal.

       Procurar gastar menos do que ganha, para muitas pessoas é uma forma planejamento, mas na verdade o mesmo abrange outros aspectos relevantes, como a definição de uma meta. Para isso, saber aonde se quer chegar é um fator de grande importância para se conseguir esse controle de forma mais efetiva, principalmente para que se entenda quais são seus objetivos, sendo esses alinhados aos resultados que se pretende alcançar. Ou seja, o processo consiste em transformar suas necessidades em metas de curto ou longo prazo.

        A partir de então o uso de uma ferramenta que retrate os gastos previstos para o período, além de evidenciar as entradas e saídas de recursos, pode ser considerada uma importante maneira de controlar a realidade financeira. Ultimamente, para que os controles sejam realizados da melhor maneira possível, são utilizadas planilhas ou até mesmo softwares on-line com serviços gratuitos. Vale ressaltar que apenas o uso dessas ferramentas não traz resultados positivos, a educação financeira também auxilia nessa parte, sendo uma importante maneira de conhecer e principalmente saber como administrar sua renda, investimentos, despesas e as dívidas.

       Atualmente com o auxílio da tecnologia, existem diferentes maneiras de se conhecer conceitos e formas de lhe dar com os recursos financeiros, ficando a critério da pessoa, de como lhe dar com esse processo, que cada vez mais vem se tornando uma prática entre as pessoas.

Flávio Salzer

Departamento de Finanças



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Diferentes pontos de vista econômicos com a tragédia Japonesa

18 de março de 2011 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Economia, Finanças

Ultimamente estamos nos deparando com os noticiários que trazem diariamente notícias sobre a tragédia natural ocorrida no Japão, e que provocou grandes danos à população e à infraestrutura do país. Além dos impactos físicos ocorridos, a catástrofe certamente trará impactos consideráveis em grande parte para a economia mundial, principalmente no que se refere ao ritmo das exportações e importações do país.

A população brasileira poderá sentir o impacto dessa tragédia através das importações que realiza, sofrendo com a inflação que provavelmente atingirá o setor alimentício. Essa mudança poderá ser explicada primeiramente pelas paralisações da produção seguida da falta de energia que atinge o país. O abastecimento global dos produtos eletrônicos feito pelo Japão, que em 2010 correspondeu a 13,9% da receita na produção destes equipamentos, será outro setor da economia japonesa que sofrerá uma queda. Tal fato tenderá a ocorrer principalmente pela interrupção da cadeia de abastecimento de matérias-primas tendo dificuldade por parte dos fornecedores para sua obtenção. Os impactos nesses dois setores se devem principalmente pela redução nos lucros empresariais, que obrigatoriamente fará com que as empresas realizem uma recomposição no preço de seus produtos, sendo uma forma de recuperar seus prejuízos.

Por outro lado as exportações brasileiras para o país poderão ter um aumento nas indústrias de cimento, minério e alimentos.  Em uma reportagem para o site G1, o ministro do trabalho, Carlos Lupi disse: “O Brasil vai acabar, apesar de não desejarmos tragédia para ninguém, até ganhando. Acho que vai ter mais encomenda do que desistência”. Segundo o ministro, o aumento nas exportações brasileiras tem uma ligação direta com o episódio ocorrido no país japonês.

Vale ressaltar que todos esses impactos citados, assim como outros que poderão ocorrer no relacionamento econômico entre Brasil e Japão tendem a não ser muito preocupantes, já que a relação existente entre os países não é das mais fortes, e as importações de produtos japoneses vem cada vez mais sendo substituídas pelos produtos chineses.

Flávio Salzer

Departamento de Finanças



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A importância da educação financeira dentro das empresas

25 de novembro de 2010 por i9 Social Media em Finanças

O mercado está cada dia mais exigente, e isso não é novidade para ninguém. Não basta ser graduado, possuir cursos de extensão, experiência internacional, dominar três, quatro, cinco idiomas, não basta manter as contas em dia, os maiores dos esforços já não são mais suficientes para se destacar no mercado.



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A desvalorização do Dólar e a Guerra Cambial

27 de outubro de 2010 por CAMPE Consultoria Jr. em Destaque, Economia, Finanças

Nesta quarta-feira, o Dólar voltou a cair, fechando o dia com o valor de R$ 1,67. Apesar dos esforços do Ministério da Fazenda e do Banco Central para conter a desvalorização da moeda americana, que vem se desvalorizando frente a moedas de todo o mundo.  Diversos países tomam medidas domésticas para conter a valorização da sua moeda, criando uma chamada Guerra Cambial. A perda de força do Dólar prejudica as exportações de países como o Brasil e a China.

O Brasil é cada vez mais atrativo para investidores estrangeiros. A alta taxa de juros do país permite que eles tomem dinheiro emprestado e apliquem aqui, lucrando com a diferença entre as taxas, o que é chamado de “Carry Trade”.  O país, portanto, está tomando medidas para suavizar a diferenças entre os juros brasileiro e externo. Entre elas, o aumento do IOF  sobre a entrada de capital estrangeiro para a renda fixa, que voltou a subir nesta semana, para 6%.

Na Guerra Cambial, a China toma atitudes que chamam a atenção dos especialistas, que a consideram a grande vilã desta batalha. O país mantém sua moeda desvalorizada através de uma política agressiva de acumulação de reservas: os inventores da pólvora possuem cerca de 2,65 trilhões de dólares armazenados. Wen Jibao, Primeiro Ministro do país acredita que a desvalorização da moeda chinesa causaria um desastre econômico com proporções internacionais.

A desvalorização do dólar é causada pelo fraco desempenho da economia americana, devido à crise. A produção industrial e o nível de desemprego ainda não voltaram à normalidade. Com isso, os EUA emitem maior quantidade de moeda, numa tentativa de aquecer a economia, o que aumenta a oferta e, consequentemente, reduz o preço. Nesse cenário, os países emergentes são o destino do excedente de moeda produzida nos EUA.

Segundo especialistas  o fortalecimento do Real frente ao Dólar não parece parar por aí. As medidas do BC são paliativas, não tendo efeito de longo prazo na contenção da entrada de Dólares no país. A novela da Guerra Cambial está só no começo, e episódios cada vez mais elaborados nos aguardam. Eu não perderia…


Gustavo Valverde

Diretor de Finanças



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A Matemática Financeira e o Varejo Enganador

06 de julho de 2010 por CAMPE Consultoria Jr. em Finanças

Não é de hoje que as grandes redes de varejo brasileiras, tais quais Casas Bahia, Ricardo Eletro e Ponto Frio inundam os intervalos comercias de propagandas de teor “bombástico”, anunciando produtos a preços “incríveis” e parcelamentos “imperdíveis”. Desta forma, atraem milhões de consumidores de classes C, D e E que, atraídos pelas propagandas e incentivados pelo pensamento consumista, realizam sonhos ao comprar TVs de LCD, notebooks e eletrodomésticos.

De certa forma, são muitos os mentecaptos que se perguntam: “Como pode esse preço? Será que a empresa não tem prejuízo nessa ‘liquidação’, não?”.

Muito pelo contrário. E as estatísticas provam isso. Em pesquisa realizada pela MasterCard, 58% dos brasileiros preferem comprar parcelado, sendo as classes C a E, em franca expansão consumista, representantes de 71% desses consumidores. Num país como o Brasil, sabe-se que tais classes são menos favorecidas na formação educacional, além de sócio-economicamente.

Essa combinação de baixa renda e educação e publicidade constante e espalhafatosa rendem lucros cada vez maiores a essas empresas.

Vamos às contas: uma TV LCD é vendida nas Casas Bahia “De R$ 2.799,00 por R$ 2.199”. Já começa aí a ilusão: muito provavelmente o preço anterior já não é praticado a um bom tempo, se é que o foi. O parcelamento oferecido é em 10 vezes “sem juros” no cartão de crédito em parcelas de R$ 219,90, valor este aceitável a muitas famílias.

Aí é que vem o paradoxo. O produto é vendido sem juros mas, em letras pequenas e pouco chamativas o produto é vendido à vista por R$ 2.089,05, ou seja, desconto de 5% (R$ 109,95). Não serio isso propaganda enganosa? O produto é anunciado com um parcelamento sem juros, entretanto, seu valor à vista é menor. Não há como negar que esses 5% são os juros cobrados sobre o valor, e não o desconto. E na verdade, nem são 5% mas 5,3% sobre o valor à vista. Tal valor compensa a venda a prazo e ainda cobre os custos de parcelamento por cartão de crédito, sem dúvida alguma.

Num mesmo intervalo de tempo, o rendimento da poupança já cobriria esse valor, viabilizando a compra à vista, ou seja, vale a pena poupar para comprar mais barato.

Outro exemplo clássico são as ofertas de vendas de carros. Por mais atrativas que sejam vale ressaltar que, quanto maior o parcelamento, maior o valor a ser pago no final, valor este que pode chegar ao dobro do valor original. Por exemplo: um carro da Chevrolet, modelo Prisma, é oferecido por R$ 27.990, com taxa de 0,99% ao mês em 60 parcelas. Porém, tal oferta se dá mediante a uma entrada de R$ 11.610,87 (40% do valor). Financiando o restante em parcelas de R$ 363,95, o valor final é de R$ 35.211,87. Fazendo as contas, os juros do valor parcelado chegam a 30,7% do valor presente.

Por isso, antes de comprar, faça as contas, não custa nada e no longo prazo pode gerar economias muito grandes. O segredo, além disso, é sempre buscar aplicar seu dinheiro por um tempo, facilitando as compras à vista. As armadilhas do comércio estão em todo o lugar e cabe a nós, enquanto consumidores, evitá-las o máximo possível.

Ryoichi Penna
Departamento de Finanças


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